Baja 500 2012 Portalegre e desempenho Canon 7D

Foi um género de prova que nunca tinha assistido ( nem fotografado ), principalmente por causa do pó.  Com as previsões de chuva fraca, resolvi dar uma chance, e tenho que admitir que fiquei fã logobajadeste género de todo-o-terreno.  Com um amigo mais experiente nestas “andanças” , saindo de Coimbra pelas 5 da manha, tentámos visualizar a prova em 4 pontos. No 1º ponto, o troço foi anulado ( nevoeiro ? ) e foi necessário reformularmos os planos, e acabei por não fazer nenhum registo com “passagem nas ribeiras”, com muita pena minha. Ainda em relação aos registos, e por questões de “agenda”, só registei os autos da lista oficial FIA. Agora é certo que, depois desta prova, espero acompanhar com mais frequência estes campeonato, faça chuva ou faço vento.

Em relação ao set utilizado, e dado que chovia quase sempre, tive que abdicar da sigma 120-400. Optei por juntar a 24-105L à 7D e fazer todos os registos com essa configuração. Isto deu-me mais uma razão para a aquisição de uma 70-200 ( f/2.8 ou f/4 )  em breve.

A parte mais positiva do registo desta prova, foi finalmente ter descoberto a razão pela qual todos os registos que tenho feito com a 7D + a 24-105L ficavam sempre com o foco no 2º plano.

Esta é a configuração que tenho usado em desporto motorizado:

Opção F.Pn III -1 ("Sensibilidade" de Busca AI Servo ) eu regulada para -1 ( + lento), e a "F.Pn III -2" ( Prioridade 1ª/2ª img AI Servo ) regulada para Prioridade AF/Prior.busca.

Ora até aqui tudo bem, pois mesmo sem obstáculos as configurações servem para o efeito “pretendido”  ( desporto automóvel ). Agora o que tem corrido "mal", é o facto de eu estar a usar a 7D que tem um “shutter lag muito” menor que a 450D.

Baja 500Ou seja, eu habituado a focar/disparar com a 450D “antes do tempo ( mesmo antes de lá chegar o carro ) tenho feito o mesmo com a 7D. Assim, ao carregar para focar,  foco um motivo no segundo plano, e quando o carro passa pelo "frame", com as configurações acima, a maquina não "descola" do 2º plano. O carro acaba por ser considerado como "obstáculo" a ignorar pelo Ai servo. E quanto menor a focal "pior"…  porque quando uso a sigma 120-400 nas mesmas condições tenho menos “soft focus” no motivo.

Resumindo, tenho que ganhar confiança na performance da 7D e sempre que não tive obstáculos, em curvas rápidas, com focais mais curtas, será mais útil ter a sensibilidade do “Ai Servo” +1/+2, porque com certeza terei mais fotografias 100 % focadas do motivo. a outra solução passará por ser menos “nervoso” no gatilho e focar logo no motivo.

Baja 500

Ainda no capitulo da Canon 7D, portou-se bem com as 4 molhas que apanhou. Chegou a ter o visor molhado, a lente pingava e até troquei de baterias no local. Como também fui “prendado” com lama, só fiquei um pouco mais preocupado, com um pedaço que foi parar ao dial de modos. Digo isto, porque a lama, com algumas “pedrinhas”, ficou muito infiltrada no vedante. Deixei secar ( se mudar de modo ) e limpei com um pincel.

Cuidados após uma utilização mais… “extrerma”:

– Durante a prova, após uma passagem, já dentro do carro, limpava a maior parte da água.

– Depois, já em casa, com a lama já seca, soprei com um bom blower, e passei um pincel para retirar a lama.

– passei um pano húmido nos sítios com lama  e sequei com outro pano seco.

– Deixei a maquina e a lente ( “esticada” ) durante a noite num local sem humidade e só a arrumei no dia seguinte na mochila.

Um ponto menos positivo foi o facto de ter levantado o flash interno da maquina e ter terra lá dentro! ou seja, não entrou água, mas entrou pó… para uma maquina “selada” um flash interno é um calcanhar de Aquiles.

Em relação à prova, foi pena o numero de desistências da lista FIA, e já com o terreno impraticável, os autos mais “fracos” mal conseguiam passar, quanto mais dar um pouco de espetáculo.~

Classificações Finais

 

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Reportagem na ABTFOTO

Imagens disponíveis para venda na galeria “Editorial” na Agências “ShutterStock”

Paulo M . F. Pires

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Bronze na Fotolia! (Ranking de Royalties e Comissões)

imagesApesar de ter sido uma das primeiras agências com as quais comecei a trabalhar em Outubro de 2010, apenas em Janeiro de 2012 as vendas passaram a ser mais regulares. Longe das vendas na Shutterstock , mas com um regularidade “semanal” aceitável que me faz acreditar em melhores resultados até ao final de 2012. Considero aceitável, pois grande parte dos downloads são a crédito ( e não de subscrição ) o que me permitiu atingir o nível “Bronze” em pouco mais de 3 meses, algo que parecia impossível em 2011.

Para que ainda não sabe, algumas agências ( ok, talvez todas as agências ), baseadas em alguns critérios ( n.º de downloads , valor das vendas, … ) pagam a comissão baseados em rankings, para exclusivos e não-exclusivos, o que permite de certa forma obter mais retorno para os contribuidores que vendem mais.

No caso especifico da Fotolia, esse ranking é baseado no número de downloads, o que até pode parecer fácil, não fosse o facto de cada download por subscrição contar apenas como 1/4 de download. Ou seja, são precisos 4 downloads por subscrição para que seja contabilizado 1 download para efeitos de ranking.

Assim, e como trabalho como fotógrafo “não exclusivo”, a tabela seguinte mostra os diferentes níveis para  “não-exclusivos”:

tabela comissoes

Os “incrementos” podem parecer pouco, mas estamos a falar de vendas feitas por “cêntimos” e nesse caso, “todo o cêntimo” faz a sua diferença.

Após a polémica sobre os rankings e motor de pesquisa na Fotolia, que “prejudicou” os melhores vendedores ( dizem eles, os melhores ) , parece-me que na generalidade ( e não exclusivamente referente à Fotolia ), que a tendência é equilibrar as vendas para todos,  desde o novato ao best seller , em que, por certos períodos pode pender mais para um lado que o outro. Concordo que uma agência sai beneficiada a vender conteúdo de rankings mais baixos, mas se estas estiverem sempre a proporcionar todos os meios apenas e exclusivamente para os melhores vendedores , que oportunidade terão os novos contribuidores? 

Mas isto são “guerras” que não quero fazer parte. Olho a cada agência em função dos meus resultados, e tendo em conta aquilo que gosto de fotografar e possa ser vendável. No dia em que achar que “não justifica”, é sinal que devo apostar na venda direta, mas até lá que não me doa a cabeça. Assim sendo, estou a gostar dos resultados de 2012 na Fotolia., e apesar da queda inesperada de 16% na globalidade das vendas mensais ( mesmo assim +65% que no mesmo mês do ano passado ) , a Fotolia foi a 2ª melhor, mesmo com uma quebra de 4%.

De qualquer forma, e tendo em conta que tenho 0 imagens de “Estilo de Vida”, “Pessoas” e  “Negócios” na Fotolia,  parece-me ser sustentável a situação atual. Melhores resultados é apostar nas categorias que mencionei da frase anterior, ou finalmente descobrir algum “nicho” que ainda não tenha sido explorado… Se é que existe tal nicho.

Gostava que a Fotolia equacionasse  a licença Editorial, pois seria interessante ver os números resultantes desse tipo de licença.

Em resumo, se em 2011 não recomendaria a Fotolia, em 2012 o caso muda de figura, pois apesar das comissões baixas nos primeiros níveis, tem mostrado o seu potencial para quem se inicia na indústria de Micro Stock.

Algumas da Imagens do meu portfólio que têm vendido bem ( ou que pelo menos têm +10% no rácio “Views vs Downloads”

Restante Portfolio na FOTOLIA

Paulo M. F. Pires

Rally Verde Pino 2012

Era com alguma “ansiedade” que eu esperava por esta prova, pois a mesma iria testar os meus limites ( e talvez os da máquina ) por se tratar de uma prova de 3 dias completos. No final apenas o carro cedeu ( travões )… nada que uns discos/pastilhas novos não resolvessem, e não, não participei na prova. Prova organizada pelo NDML, onde realço a excelente colaboração no acesso aos locais.

Rally Verde Pino 2012Como colaborador da ABTFOTO, fiquei de cobrir no 1º Dia, a prova no kartódromo dos milagres, e de seguida registar a Rampa de Figueiró dos Vinhos. O pior do 1º dia, e apenas no 3º dia melhorou foi mesmo o tempo, pois choveu imenso, com algum vento, e frio à mistura. No kartódromo fiquei na curva que antecede a entrada das boxes, e não fosse a chuva e seria um spot muito interessante para a 24-105L ( a chuva não permitiu muita velocidade durante a prova e só os mais arrojados arriscavam um andamento acima da média ). Nem mesmo quando um dos participantes quase veio ter comigo, fez com que eu mudasse de ideias quanto ao spot escolhido. De qualquer forma, permitiu umas boas fotos, com o carro a encher o frame, que ficaram tanto do meu agrado como da maior parte dos "pilotos”.

Finda a prova no kartódromo, pouco mais fiz que comer “qualquer coisa” pelo caminho, e arrancar para Figueiró dos Vinhos, para chegar antes do 1º participante ( teriam que fazer ainda duas rampas, Porto de Mós e Fátima ). Já na Rampa, fiquei indeciso sobre a utilização  da sigma 120-400 no mesmo spot onde registei o rally de inverno, mas como a lente não é WS, e tudo fazia crer que ia chover, subi um pouco a rampa e fiquei num spot “parecido”, e apenas não contei com um detalhe: era uma saída de uma curva Rally Verde Pino 2012rápida, o que me fez perder alguns registos por não ter a velocidade adequada na maquina ( ou não poderia selecionar mais ). Assim optei por mudar de spot, e registar de frente , já depois da saída dessa curva, de forma a apanhar os carros mais devagar, e registar algumas traseiras ( um tipo de composição que me agrada mais, mas não tem muitos adeptos ).

O 1º Dia terminou com a seleção das melhores fotos por piloto e o envio para a agência. É nestas alturas que dou valor a quem faz reportagens e tem que entregar o trabalho na hora.

No 2º Dia fiquei de registar  uma das provas surpresa, Rampa de Monte Alto – Arganil, e a surpresa começou por um engano nos horários, e lá aproveitei para recuperar umas horas de sono…

Escolhi a ultima curva antes da recta da meta, que permitiu fazer uns registos mais alusivos à paisagem, mas sem granes margens de manobra, pois era um spot escuro, e chovia a potes. Também foi um daqueles raros momentos em que mudei de ideias quanto ao meu posicionamento, e fiquei 2 metros ao lado do ponto inicial, e verificar que o carro nº 4 “aterrou lá”.. Pelo que me apercebi, todos os Porsche 911 Turbo, clássicos perdiam o controle da mesma forma naquela curva.

No fim, foi correr para Pombal, escolher as melhores, e correr para a prova no Kartódromo dos Milagres às 22:00. Efetivamente já não chovia, mas a relva tinha geada, tal como os tejadilhos do carros. Mais uma vez fiquei limitado pelo flash ( sem HSS ), e tenho que deixar de fazer provas à noite até arranjar um que esteja à altura.

Falando em “estar à altura”, a Canon 450D mostrou ser mais “robusta” e “resistente às condições climatéricas” do que muitos afirmam. A dada altura verifiquei que tinha a maquina toda “molhada” e nem sequer chovia… possivelmente condensação causada pelo frio. Aqui convém realçar que, após a prova, tive em 1º lugar, o cuidado de passa um pano pela maquina/lente, e de viajar com ela, fora da mala, e com o ar do carro no frio. Já me casa, nova limpeza, com grip fora, e ficou a arejar num local sem humidade. Tudo isto para evitar que houvesse condensação no sensor, tal como, evitar acumulação de humidade nos componentes. Ou seja, até podemos abusar das temperaturas a que sujeitamos o equipamento, mas devemos evitar alterações de temperaturas extremas ( exemplo : tirar do frio e colocar dentro do carro com o ar quente ligado ).

O meu 3º Dia começou em frente ao mal fadado Estado Municipal de Leiria, onde a NDML improvisou o circuito para a ultima e derradeira prova do Rally. Como já tinha um colega para ajudar no evento, e o circuito tinha espaço suficiente, resolvi utilizar a sigma 120-400, inicialmente com monope, e mais tarde handheld e OS em modo 2, porque ou por falta de jeito, ou por falta de experiência, não estava a atinar com o monope. Pelo registos que fiz, gostei dos resultados finais, e resumo os handicaps da mesma para este tipo de fotografia aos seguintes:

– Tamanho e Peso

– 120mm do lado wide ( em APS-C )

Porque senão era uma boa lente para utilizar até um dia adquirir uma 70-200.

Em jeito de resumo, com 70 e tal participantes, o balanço foi positivo, tanto no que respeita à prova em sim, como no trabalho de reportagem para a ABTFOTO. Foi cansativo, mas valeu a pena, em todos os sentidos.

No mesmo dia, ainda registei uma prova, não integrada no Rally, mas organizada pela NDML: Slalom Circuito Cidade de Leiria, que ficará para um próximo artigo.

Algumas fotos do evento.

Rally Verde Pino 2012Rally Verde Pino 2012Rally Verde Pino 2012

Rally Verde Pino 2012

 

Fotos disponíveis para os intervenientes AQUI

Paulo M . F. Pires

Rally Vidreiro–Campeonato Open 2012

Se estive presente pelo 3ª ano consecutivo, na  3ª Prova a contar para o Campeonato Open de Ralis de 2012, organizada pela Escuderia de Castelo Branco, em Castelo Branco ( Rally de Castelo Branco ), não poderia deixar passa em branco o Rally Vidreiro, organizado pelo CAMG ( Clube Automóvel Marinha Grande ) . Aproveitei o facto de a prova só se realizar à tarde, com o 1º Rally Vidreiro 2012concorrente a arrancar às 14:40, para divulgar e vender algum trabalho impresso com fotografias da prova anterior. Foi a minha 1ª experiência neste tipo de abordagem, e se houve aqueles que me facilitaram a tarefa, outros houve que se mostraram pouco receptivos com o meu trabalho.

Mas de uma forma geral foi uma ótima experiência, porque permitiu obter um feedback global sobre o trabalho que me ajudará em futuras provas, sem descurar da minha “assinatura” em desportos motorizados.

Esquecendo um pouco o trabalho de reportagem fotográfica, foi muito interessante o dialogo com alguns pilotos, que mostram uma enorme modéstia para com as pessoas que os abordam.

Mais uma vez ouvi queixas sobre o preço das inscrições, o que parece ser um problema generalizado nas provas motorizadas em Portugal, e se nada for feito de futuro, e com o decrescente numero de participantes em cada prova, prevejo a extinção de algumas “categorias” ou até mesmo de alguns provas. 

Em relação à organização excelente q.b., no loca, mas fiquei um pouco decepcionado com a pouca informação disponibilizada antes da prova, principalmente no que respeita a mapas de acesso às PEC’s.

Por outro lado a autoridade presente ( mesmo compreendo a posição deles ) mostraram diferentes critérios no acesso a determinadas zonas, e até mesmo algum comportamento anti-fotógrafos… Eu que primo pelo diálogo, fiquei deveras decepcionado com a atitude de um superior, que literalmente me expulsou de uma área alegando que, mesmo com a credencial, isso poderia fazer com que o publico tivesse a tendência a colocar-se no mesmo local. Qual o meu espanto que durante a passagem, o mesmo superior deixou o publico ficar nas zonas proibidas e nada fez para os alertar.

Sou apologista que, se possuímos credencial da organização, tal como estamos cientes dos perigos deste tipo de trabalho, deveríamos ter um regime mais “aberto” nos acessos.

Em relação à prova, o piso estava escorregadio ( pouca chuva e alguma lama ), o que permitiu algum espectaculo na zonas das matas nacioanais.

Vencedores

1º Fernando Peres / JP Silva – Mitsubishi Lancer Evo VII 33m09,7s
2º João Barros / António Costa – Citroen Saxo Kit-Car a 43,4s
3º Carlos Martins / Anibal Martins – Mitsubishi Lancer Evo VI a 43,8s

Em relação à “reportagem” em si, correu bem de manhã ( pelo spot escolhido ), e depois a má opção no spot seguinte com a utilização de flash. É imperativo investir num flash com HSS para as situações em que pretendo usar “fill flash“ a 45º…

Algumas das fotos do evento:

Rally Vidreiro 2012Rally Vidreiro 2012Rally Vidreiro 2012

Fotos disponíveis para os intervenientes AQUI

Paulo M . F. Pires