“Novidades” do Microstock…

Após um período de pausa no que respeita à fotografia e aos bancos de imagens, eis que regresso com uma pequena atualização sobre este mesmo assunto.

Em primeiro lugar comprovei um facto “real” para quem trabalha com bancos de imagens: A necessidade de “alimentar” o monstro regularmente. Digo isto pois, ao ter passado alguns meses sem submeter imagens para as agências a média mensal de vendas baixou “drasticamente”. Exceptuando uma ou outra agência de topo, todas outras apresentaram quebras nas vendas.

Por isso uma das recomendações que sempre fiz e volto a sublinhar: o trabalho com os bancos de imagens deve ser continuo. Isto é, uma vez que tenhamos começado a enviar imagens, devemos manter uma certa regularidade no envio das mesmas. Arrisco mesmo a dizer que os motores de pesquisa das agências são alterados de forma a “passarem” por todos os ficheiros na base de dados e darem maior visibilidade aos ficheiros mais recentes. Dito isto, e excluindo alguns “nichos” de mercado, se o cliente pesquisar uma imagem de uma maça, e existindo milhares delas, serão apresentadas as mais recentes.

Outra conclusão que cheguei há pouco tempo, e de uma grande utilidade para quem se inicia, está relacionada com as “pequenas” agências ( atualizei a minha lista há pouco ). Se numa agência de topo, como a ShutterStock ou a Fotolia vendemos 10 imagens por mês, isso pode significar andar uma ano para vender 1 imagem nas agências mais pequenas. Isto significa, de uma forma muito simples, que não justifica todo o trabalho de preparação e envio de imagens para as mesmas.

Para piorar o cenário das pequenas agências, surgem situações pouco “bonitas” de tempos a tempos. Ainda este ano a AllYouCanStock “encerrou” sem que certezas houvesse de que as nossas imagens fossem eliminadas, vem agora a Pockestock anunciar que só aceita “conteúdo exclusivo”, tanto de novos colaboradores, como dos já existentes. Ou seja, só aceita imagens exclusivas. Sinceramente, e sabendo que existem muito mais colaboradores não exclusivos, logo existe uma maior oferta de conteúdo não exclusivo, como irá esta agência sobreviver com um conteúdo mais reduzido?

Não dou muito mais tempo para que seja mais uma agência a encerrar…

Paulo M. F. Pires

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Tear Sheets III– Livro “Start with Mechanics”

É sempre com muito agrado que,  vemos os nossos trabalhos publicados das mais variada formas ( sites, livros, etc ). Não falo exclusivamente pelo dinheiro recebido ( que em alguns casos mal pode dar para pagar o café… mas este tipo de negócio é assim mesmo), mas pelo facto de o nosso trabalho se destacar no meio de milhares de imagens “parecidas”. E isto no mesmo banco de imagens!

Agora, em relação a esta imagem, resolvi dedicar uma especial atenção, porque o cliente “agradeceu”, indicado de forma clara onde a utilizou. Um pequeno aparte… ao vendermos imagens nos bancos de imagens, no formato RF ( Royaltie Free ) nunca temos a informação de quem comprou, e/onde está a ser utilizada. Só á medida que as imagens começam a ter um numero aceitável de vendas é que, podemos “detectar” uma utilização por outra ( infelizmente raramente são indicados os créditos juntos das imagens ).

Sobre a imagem, foi tirada no Rally Sprint Foz do Arelho em 2012, em colaboração com a ABTFOTO. No parque fechado estava um belo clássico, e foi talvez a primeira fotografia que fiz deste género, que tanto tem de “bela”, como de “comercial”. Reportagem ABTFOTO aqui.

Em relação à sua utilização, foi na página 30 do livro “Start with Mechanics”, por “Joe Jacobs”:

http://www.start-with-mechanics.com/

E-Book

http://www.start-with-mechanics.com/Start_With_Mechanics_setup.exe

Paulo M. F. Pires

Rally de Inverno 2013… Mais uma vez!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novamente no mesmo local, a colaborar com a ABTFOTO, onde as grandes diferenças foram:

-  Registei a 1ª passagem na Rampa de Figueiró dos Vinhos ( invés da 2ª )

– Canon 7D vs 450D.

-  Resolvi dar uma oportunidade à Sigma 120-400…  

Em relação ao primeiro ponto, e dado que se trata de uma “prova de regularidade”, os pilotos arriscam mais, em busca do melhor tempo, enquanto que na 2ª passagem estão limitados pelos tempos feita aquando da 1ª passagem. Isso por si só proporciona um melhor espetáculo e uma maior probabilidade de “melhores” registos. Outro beneficio é a hora a que passam os concorrentes. O ano passado fiquei na 2ª passagem e quando dei por ela era noite, e, além do frio de morrer, os registos foram no mínimo miseráveis. Aliás ainda falta encontrar a fórmula ideal para fotografar à noite, algo em que já ando a trabalhar.

Em relação à Canon 7D, portou-se lindamente, ainda mais com a crescente experiência que vou tendo com a mesma. Outro fator importante é estar a utilizar a sensibilidade AI SERVO de forma correta! Digo-o porque nas primeiras provas usava uma configuração mais lenta e focava antes de tempo e depois ficava admirado porque tinha o fundo focado e não o carro…  Ainda no capitulo da 7D… o Auto-ISO. E aqui faço um pequeno aparte: Quando comecei a usar DSLR’s era fanático dos modos manuais em tudo… queria ter controle de tudo e mais alguma coisa, e achava que em todo o tipo de fotografia teria tempo para controlar todas as variáveis. Não podia estar mais errado! À medida que vou registando eventos de desportos motorizados, mais sou apologista que um automatismo por outro, se existe.. deve ser usado! Em condições de luz variável, o auto-ISO liberta-me o trabalho de estar abaixo do valores ideais de exposição.

Em relação à Sigma, com monopé ( os seus quase 2 kg cansam qualquer um ), portou-se lindamente no capitulo da focagem ( poucas vezes falhou a focagem ), e apenas tenho apontar a suavidade “excessiva” na abertura máxima ( f/5.6 ), a 400mm e a partir dos 30~40 metros. Vai dando para o trabalho, mas cada vez mais equaciono uma 70-200 2.8 para este tipo de fotografia, e um TC 2x para “substituir” a sigma nestas focais. Mas enquanto tal não acontece, a sigma vai dando conta do recado.

Agora a decepção do foi mesmo com a Sandisk. Faltava pouco menos que 10 concorrentes e até foi a minha filha que me chamou a atenção que a luz de leitura/escrita da 7D não parava…. Mesmo depois da prova tive que deixar a maquina ligada uns minutos até que parou. Já no PC, ia tendo um ataque quando o cartão, apesar de listar o conteúdo, não copiava. Não sei, mas lá à terceira tentativa copiei todo o conteúdo ( o que foi deveras stressante pois tinha timings a cumprir, e acabei por formatar o cartão. O cartão é rápido na maquina, mas já é a segunda vez que lhe dá um ataque de lentidão na leitura. Começo a perder a confiança na Sandisk…

Reportagem Completa na ABTFOTO

Paulo M. F. Pires

Kamov K32 CS-HMO : Uma espécie de homenagem…

 

Já nem me recordo em que ano foi, mas é certo que, durante a minha “infância/adolescência” , passada num quartel de Bombeiros ( passei lá quase todas as tardes, férias, fins de semana dos 5 aos 16 anos ) , a construção da Heli-Pista foi um dos momentos altos e mais marcantes da minha vida.

Sempre fui, e serei, aficionado da aviação, onde a vertente dos meios aéreos de combates aos incêndios foi sempre a que mais me cativou.  Recentemente ( inícios de 2010 ) pude investir numa DSLR e evoluir num outro hobbie de longa data: Fotografia.  Assim, depressa, passei de um mero observador, para um fotografo que “persegue” este tipo de meios aéreos, e sempre que possível, faço registos fotográficos, para de certa forma imortalizar as máquinas e os homens. Uns meses mais tarde, resultante da colaboração com material “Editorial”  com algumas agências, o número de registos deste tipo de aeronaves triplicou.Kamov K32A

Tendo em consideração o que referi acima, nestes 2 últimos anos, tenho efectuado bastantes registos, onde a grande maioria é direcionada a uma aeronave em especial: Kamov K32. Como vivo em Pombal, e em grande parte tenho feito os registos na zona centro, com muita frequência tenho tido “encontros” com as seguintes aeronaves : CS-HMO e CS-HMN. Na brincadeira costumo descrever os mesmo como “Grandes, Fortes e Feios”. Aliás, olhando às aeronaves de fabrico Russo, são termos que se aplicam na totalidade.  Estes modelos são operados pela EMA ( Empresa de Meios Aéreos, S.A. ) . As características técnicas do aparelho podem ser consultadas AQUI.

Em 2010, o registo mais importante, ou pelo menos o 1º onde efetivamente andei alguns km’s à procura de um spot para registo de um Kamov, foi durante um incêndio de grandes dimensões em Penela, com o “SET”  Canon 450D + Canon 55-250 IS, tive a sorte ( ou não ) de os mesmos estarem a fazer scooping ( carregar o balde com água ), numa ETAR ali perto.

Um pequeno à parte sobre esta “excelente” lente de kit, que entretanto já vendi ( com muita pena ), pois tinha um bom desempenho, focagem média e uma excelente qualidade mesmo na abertura máxima ( nas diversas focais ). Vejo muitos “fotógrafos” sempre com a necessidade de trocar as lentes de kit ( por norma a 18-55 IS e a  55-250 IS ), mas na realidade nunca devem ter explorado a capacidade desta lente, que por mim só pecava por falta de USM e uma abertura máxima fixa. Para este tipo de registos chega e sobra, só sendo necessário uma focal maior por questões de segurança.

Kamov K32

Kamov – K32 – CS-HMO ( Penela 2010 )

Voltando ao Kamov.. destaquei estes registos em 2010, porque foi a 1ª vez que estive tão perto de um deles, e pude confirmar que os Russos fazem valer o lema que mencionei acima (“grande, forte e feio”). Quando digo “perto”, era porque conseguia ver a cara do piloto, talvez surpreso por ver alguém em cima de um muro, tão próximo de tal operação. É muito comum ver inúmeros curiosos em cima do acontecimento, mas depressa “fogem” ao enfrentar o vento, barulho de um aeronave deste “calibre”. Agora se para alguns isto é o suficiente para dar uns passos atrás, já eu, que, assisti a inúmeras operações na “pequena e fechada” heli-pista de Figueiró dos Vinhos ( dentro do quartel e mais tarde movida para outra zona da Vila ), onde a primeira aeronave era um Mil Mi-2, acho que o Kamov larga uma ligeira “brisa” nas aproximações ao solo.

Neste dia “cruzei-me a 1ª vez com o Kamov matriculado CS-HMO e fiz alguns registos do mesmo.

Durante 2011, com um ano “negro” para o concelho de Pombal, acompanhei maioritariamente os incêndios de cá, e raramente registei um Kamov, exceção feita a um incêndio de grandes dimensões obrigou à deslocação do CS-HMN.

Em 2012, em dois locais diferentes, cruzei novamente com o CS-HMO, perto do Avelar ( Ansião ) eKamov K32 já munido da Sigma 120-400, reparei que o mesmo iria fazer scooping numa lagoa deveras conhecida. Agora, não sei se foi aquela vontade de estar próximo desta bela maquina, ou se foi puro esquecimento, aproximei-me demasiado perto, e antes de fotografar vi a cara do co-piloto, olhos nos olhos, e quase li o pensamento do mesmo: “O que raio está ali a fazer aquele louco?”

Ora bem, dada a aproximação do mesmo, julguei que ia entrar direto, mas precisou de uma volta adicional para baixar, e com o balde, passou a poucos metros da minha santa cabeça ( deve ter sido menos, mas prefiro pensar que a margem foi enorme. Moral da História, um vento e banho desnecessários , visto ter uma tele-objetiva razoável, e pouca margem para o enquadramento. Mas valeu pelo sensação, pelo cheiro a JET-A1… Até fechei os olhos.

Pouco tempo depois, e com uma certa “ironia macabra”, tive o ultimo encontro com o CS-HMO, em Pombal. Digo-o, porque foi precisamente nesse incêndio que encontrei um amigo de longa data a combater esse incêndio. Tragicamente, umas semanas mais tarde, esse mesmo bombeiro perde a vida a combater um incêndio, Em Figueiró dos Vinhos, e pouco depois o CS-HMO despenhou-se, por causas ainda não apuradas, onde podemos ressalvar o facto mais importante: Os pilotos saíram ilesos, estando nesta altura à frente de uma outra maquina, a fazer aquilo que mais gostam.Kamov K32

Kamov – K32 – CS-HMO ( Pombal 2012 )

Da minha parte, irei sempre acompanhar estes tipo de aeronaves, muito importantes num cenário de incêndios florestais, mesmo que só seja pelo registo de algo que me fascina. Só estando mesmo numa frente de um incêndio para perceber a importância e o excelente trabalho destas aeronaves.

Paulo M. F. Pires