“Novidades” do Microstock…

Após um período de pausa no que respeita à fotografia e aos bancos de imagens, eis que regresso com uma pequena atualização sobre este mesmo assunto.

Em primeiro lugar comprovei um facto “real” para quem trabalha com bancos de imagens: A necessidade de “alimentar” o monstro regularmente. Digo isto pois, ao ter passado alguns meses sem submeter imagens para as agências a média mensal de vendas baixou “drasticamente”. Exceptuando uma ou outra agência de topo, todas outras apresentaram quebras nas vendas.

Por isso uma das recomendações que sempre fiz e volto a sublinhar: o trabalho com os bancos de imagens deve ser continuo. Isto é, uma vez que tenhamos começado a enviar imagens, devemos manter uma certa regularidade no envio das mesmas. Arrisco mesmo a dizer que os motores de pesquisa das agências são alterados de forma a “passarem” por todos os ficheiros na base de dados e darem maior visibilidade aos ficheiros mais recentes. Dito isto, e excluindo alguns “nichos” de mercado, se o cliente pesquisar uma imagem de uma maça, e existindo milhares delas, serão apresentadas as mais recentes.

Outra conclusão que cheguei há pouco tempo, e de uma grande utilidade para quem se inicia, está relacionada com as “pequenas” agências ( atualizei a minha lista há pouco ). Se numa agência de topo, como a ShutterStock ou a Fotolia vendemos 10 imagens por mês, isso pode significar andar uma ano para vender 1 imagem nas agências mais pequenas. Isto significa, de uma forma muito simples, que não justifica todo o trabalho de preparação e envio de imagens para as mesmas.

Para piorar o cenário das pequenas agências, surgem situações pouco “bonitas” de tempos a tempos. Ainda este ano a AllYouCanStock “encerrou” sem que certezas houvesse de que as nossas imagens fossem eliminadas, vem agora a Pockestock anunciar que só aceita “conteúdo exclusivo”, tanto de novos colaboradores, como dos já existentes. Ou seja, só aceita imagens exclusivas. Sinceramente, e sabendo que existem muito mais colaboradores não exclusivos, logo existe uma maior oferta de conteúdo não exclusivo, como irá esta agência sobreviver com um conteúdo mais reduzido?

Não dou muito mais tempo para que seja mais uma agência a encerrar…

Paulo M. F. Pires

Vendas Outubro 2012 e Alterações da Lista de Agências Recomendadas

Apesar do pouco tempo disponível, finalmente consegui finalizar o ficheiro que me permite apresentar os resultados das vendas de todas as agências que trabalho de momento. Da mesma forma, tive, pela primeira vez, uma visão global do desempenho das mesmas desde 2010, que me permite “ajustar” a minha lista “privada” de agências recomendadas.

A grande novidade de Outubro foi o registo em novas agências:

– PhotoSpin, GL Stock, Photodune, Featurepics e PocketStock.

( Mais tarde irei escrever sobre estas novas agências )

Em relação às vendas de Outubro:

oct2012

Em destaque por boas razões:

– Melhor mês de sempre na ShutterStock, excluindo as licenças estendidas ( EL ).  +13% em relação a Outubro de 2011, além de ser uma das poucas agências que mostra crescimento e “estabilidade” anual.

PhotoSpin: Apesar do polémico tipo de subscrição, onde podemos receber tão pouco quanto 0,03 € por imagem, facto é que logo no 1º mês fez mais que a Dreamstime e IStockPhoto juntas. E ainda vamos no dia 5 de Novembro e já fez 3 vezes mais do que em Outubro.

123RF: Apesar de uma quebra de 9 de % em relação a Outubro de 2011, tem apresentado uma evolução positiva ( de 2011 para  2012 )

Em Destaque pelas piores razões:

IStockPhoto: Infelizmente não “descola”. Tudo bem que apenas tenho 349 ficheiros online, mas persiste a tendência a recusar ficheiros que, em outras agências, se vendem como “tremoços”. Agora também é verdade que sempre conseguia algum rendimento com as parcerias, mesmo com as inúmeras falhas na sincronização de ficheiros.  Apesar de ter pedido que colocassem TODOS os ficheiros nas parcerias, conseguiram fazer exatamente o oposto: São cada vez menos os ficheiros disponíveis….

Fotolia: Outro “flop”. Começou bem no inicio do ano, e depois voltou a estagnar. Fiquei feliz por ter subido de nível, mas as vendas parecem menores. As vendas recaem sobre as mesmas imagens, e bem podia ter lá apenas metade que as vendas seriam iguais. Mas aqui dou o beneficio da duvida, porque facto é que, a Fotolia é uma agência que vende mais “coisas em fundos brancos isolados”.

Dreamstime: Ao não aceitar “séries de imagens”, digo “várias imagens” do mesmo motivo, perdem em numero de downloads. Digo isto, porque no caso da Shutterstock, se eu tiver uma série de 8 imagens do mesmo motivo, o cliente leva todas! Na Dreamstime vai uma de cada vez.

Da mesma forma, fazem testes, e avisam depois. Não sou o unico com a mesma queixa: que o motor de busca já não é o que era. Queixa partilhada desde o mais pequeno até ao maior colaborador.

Antevisão Novembro:

Tendo em conta o meu portfólio, a tendência é de haver uma quebra ligeira, se bem que a PhotoSpin caminha a passos largos para compensar essa tendência.

Tenho novos projetos para 2013, mas a avaliar pelos últimos anos, vou descartar algumas agências.

Lista de Agências Recomendadas

Fiz um ajuste na lista das agências com as quais trabalho ( LINK ), pois não posso estar a referir agências, a novos clientes/colaboradores que se estejam a revelar um mau investimento para quem começa.

Assim, coloquei um Top 5 com aquelas que representam um bom investimento a quem começa como colaborador, seja qual o tipo de portfólio que tenham.

Da mesma forma, criei uma secção de “Não recomendadas”, lista que deverá crescer até 2013, com aquelas que nem sequer apresentam qualquer tipo de “atividade”:

– CutCaster: 0 Vendas em 2 anos. 899 ficheiros. O site não demonstra “atividade”. No twitter do site fala-se de tudo menos do tema “Micro Stock”… Fazer o quê? Em conversa com o dono, este pediu-me sugestões para angariar clientes…  ok, achei importante a conversa, mas tipo, somos nós colaboradores que temos que “investir” no marketing da agência? Estávamos “tramados” com outras agências se o marketing dependesse de nós. Acredito que muito em breve esta agência seja “vendida” ou desapareça como outras tantas.

– AllYouCanStock: Bem estranhei que em Dezembro, mais que um colaborador tivesse as mesmas vendas em Dezembro de 2011 ( 3 vendas ). Pareceu-me uma forma de “atrair” mais colaboradores, mas é uma ideia condenada ao fracasso. Marketing… se gastassem dinheiro em marketing seria mais produtivo que andar a comprar meia dúzia de imagens para passar uma falsa imagem de sucesso.

Paulo M. F. Pires

Filtros UV: Sim ou não?

Já perdi a conta de “opiniões” que li sobre os filtros UV para proteção do elemento frontal das lentes, e sempre fui apologista que o efeito não era tão óbvio, como reclamam os “fanáticos do contra”, e desde sempre os recomendei.

Agora, certo dia, acordei com a terrível sensação : "Até que ponto estarei certo no que respeita aos filtros UV?"

Sim, tenho utilizado, e recomendo-os, mas será assim tão linear? Hmmm….

Decidi então fazer um pequeno teste, que a par do que eu já sabia ( e tenha “verificado”) , dando-me uma visão mais abrangente sobre os ditos filtros.

Objectivo do Teste:

A)- Testar influência do Filtro no IQ da lente.
B)- Testar influência do Filtro no que respeita aos “flares”.
C)- Testar influência do Filtro na exposição.
D)- Provar à minha mulher que os vidros "parecem limpos" mas não estão.

Material: 7D + 24-105L @24mm + Para-sol + Hoya Pro1D Protector ( também tenho UV mas achei irrelevante num teste prévio que fiz entre os dois )

Informação Técnica: Modo AV, f/5.6, ISO 200, AF único ao Centro, tripé e comando remoto.  A abertura selecionada visa obter o melhor desempenho possível da lente. Apesar da 24-105L ser uma lente excelente na sua abertura máxima (f/4), não o é nos cantos, tal como,´, é propensa a flares nessa mesma abertura ( um problema detectado nas primeira cópias, e apesar de não afectar a minha, optei por não correr o risco).

  
Tratamento: RAW -> DPP com valores por defeito, sem perfil de ajuste da lente -> JPG -> Photoshop -> Crop sobre 18mpx.

Nota: No Photoshop fiz crop a 100% e nas fotos "base" fiz “resize” ( Bicubic Sharper ). O ligeiro desalinhamento foi durante o crop ( maldito vinho… ) e não durante os registo das fotos. Mas para o que pretendo está bom assim.

Teste A – "Definição"

"Imagem Base" 1

Crop ao Centro "sem Filtro"

Crop ao Centro "com Filtro"

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"Imagem Base" 2

Crop inferior esquerdo "sem Filtro"

Crop inferior esquerdo "com Filtro"

Resumo do Teste A:

Em primeiro lugar, assinalo abaixo as áreas ( relativas à imagem 1 ), onde é possível encontrar as diferenças:

Apesar de esperar uma ligeira "diferença", tenho que admitir publicamente, que a perda de detalhe é notória em alta resolução. Isto pode representar inconvenientes em grandes impressões, ou outras aplicações.

A titulo experimental, agarrei na imagem base nº 1 e apliquei algum “sharp” sobre o RAW e exportei, e apesar de ser quase impossível distinguir uma imagem da outra, a diferença existe.. menor, mas está lá.

Mais tarde terei que efetuar uma nova série  de testes, com outras lentes e outros filtros, porque após o debate destes teste com algumas pessoas, tal como uma “recente” pesquisa que fiz, é possível que um filtro “barato” em “lente barata” é igual ao litro.

Teste B – Flares

Ironicamente, vi-me "grego" para provocar flares. Encontrei uma nova ( ou não ) “lei de murphy”:

Quando eu encontro o enquadramento perfeito para a melhor fotografia, tenho que lidar com tantos flares que desisto desse mesmo enquadramento.. agora precisava deles e nada.

Imagem Base 2 "sem filtro":

Imagem Base 2 "com filtro":

Resumo do Teste B:

À primeira vista parece que só apareceu um flare "extra" junto ao sol, algo que um "jeitinho resolveria", mas facto é que, sem filtro, o flare fica mais "perfeito" ( para quem pretende mesmo o efeito ).

Agora talvez mais grave que o flare, existe uma ligeira diferença no contraste da imagem ao centro. É mínima, mas está lá, e em lentes UGA ( Ultra Grande Angulares ) que por si só já “aspiram muita luz ao centro ). Se guardarem as fotografias no PC e alternarem, vão notar um certa "névoa" na versão com filtro.

Teste C – Efeitos na Exposição:

As imagens têm histograma, mas dado que o Sol move-se em torno da Terra ( Até que alguém diga o contrário novamente… ),  as pequenas diferenças podem ser fruto disso mesmo. Aqui não me parece que seja um factor decisivo…  

( Teste D – Limpeza dos Vidros: A minha mulher está a lavar-os… )

RESUMO FINAL

Antes demais, convém clarificar o porquê da utilização de filtros UV. Se estes no tempo do filme, serviam para proteger o “negativo” contra os raios ultra-violeta, fiquem descansados que as câmaras digitais trazem um filtro sobre o sensor que fornece o mesmo tipo de proteção.

Então porquê?

Simples, ainda mais que é recomendado pelos fabricantes das ditas lentes: Como proteção acrescida do elemento frontal de uma lente.

É certo que de um lado há quem relate histórias de sucesso em que o filtro levou “porrada” e protegeu com sucesso, o elemento frontal, tal como, já há quem tenha relatado que o filtro, ao partir-se, risco o elemento frontal. Nestes ponto um para-sol diminui a possibilidade de o elemento frontal ser  atingido por um objecto estranho, e será sempre um acessório recomendado.

Pessoalmente vejo o filtro como uma forma de manter o elemento frontal “imaculado”, pois as limpezas necessárias serão sobre o mesmo. Sim, o elemento frontal é mais resistente do que possamos imaginar, mas um pequena distração e podemos ficar com um risco.

Aqui, virão os apologistas do “contra” dizer: A lente pode estar bastante riscada que não aparece nas fotografias"!

Pode ser que sim, mas a lente:

– Ficará mais propensa a flares

– Perderá contraste e alguma definição <- Tem que estar bastante riscada

– Perderá o seu valor comercial. Tudo bem, poucos compram uma lente e equacionam vender-la em segunda mão, mas tem a sua lógica…

Assim, olhando a todos os "contras" da utilização de filtros UV/Proteção, e mesmo aguardando futuros testes com diversas lentes/filtros, penso que depende mesmo muito das situações, "material" e objectivo final dos trabalhos.

Falando por mim, em relação à definição, aceito a perca da mesma para determinados tipos de fotografia e não vou deixar de os colocar ( os filtros ).  Acerca disto fui confrontado com a seguinte frase:

“Comprar uma Lente L e estragar a qualidade das fotografias com um filtro à frente..”

Não, pelo contrário… a lente deste testes tem IQ par dar e vender ( ainda mais APS-C ), mesmo com um filtro à frente.

Mas é certo que a partir de hoje eles vão estar menos vezes à frente de “algumas”  lentes,  pois eu por razões “profissionais”, preciso de algumas imagens em alta resolução, que terão que competir com outras parecidas, com melhores lentes.. e sem filtros!

Em relação aos flares é o que menos me preocupa porque é tão fácil evitar-los, com ou sem filtros. ..

De futuro, espero publicar novos testes.

Paulo M. F. Pires

TT – PASSEIO TT DESCOBERTA DA LAMA – TRILHOS DO ZEZERE

TT

Colaboração com a ABTFOTO, onde registei o possivel nas 3 dificuldades do passeio. Evento organizado por “Trilhos do Zezere” para os seus associados, realizado em Pedrogão Pequeno e Sertã.

Em relação à prova, foi animada e o percurso muito interessante, e foi pena não poder estar em todos os locais, porque não faltou "acção” e “dificuldade” q.b em vários pontos.

Uma especial agradecimento à organização por todo o apoio aos meu trabalho durante a prova, e claro está aos pilotos que reduziram a marcha na lama

Links de Fotografias para Venda:

Motos

Jipes

Paulo M.F.Pires