Publicação na revista francesa “Retro-Course”

Em virtude da colaboração com a ABTFOTO no Rally de Inverno 2013, organizado pelo NDML ( Núcleo Desportos Motorizados de Leiria ), é com agrado que vejo 4 das minhas fotografias publicadas na imprensa francesa, mais propriamente na Retro-Course:

Fors Escort MKII & BMW 1600

RetroCourse1

BMW 320 & Opel Ascona

RetroCourse2

Fonte:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=486734534720906&set=a.486734444720915.1073741826.109527865774910&type=1&theater

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=486734568054236&set=a.486734444720915.1073741826.109527865774910&type=1&permPage=1

Paulo M. F. Pires

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Tear Sheets III– Livro “Start with Mechanics”

É sempre com muito agrado que,  vemos os nossos trabalhos publicados das mais variada formas ( sites, livros, etc ). Não falo exclusivamente pelo dinheiro recebido ( que em alguns casos mal pode dar para pagar o café… mas este tipo de negócio é assim mesmo), mas pelo facto de o nosso trabalho se destacar no meio de milhares de imagens “parecidas”. E isto no mesmo banco de imagens!

Agora, em relação a esta imagem, resolvi dedicar uma especial atenção, porque o cliente “agradeceu”, indicado de forma clara onde a utilizou. Um pequeno aparte… ao vendermos imagens nos bancos de imagens, no formato RF ( Royaltie Free ) nunca temos a informação de quem comprou, e/onde está a ser utilizada. Só á medida que as imagens começam a ter um numero aceitável de vendas é que, podemos “detectar” uma utilização por outra ( infelizmente raramente são indicados os créditos juntos das imagens ).

Sobre a imagem, foi tirada no Rally Sprint Foz do Arelho em 2012, em colaboração com a ABTFOTO. No parque fechado estava um belo clássico, e foi talvez a primeira fotografia que fiz deste género, que tanto tem de “bela”, como de “comercial”. Reportagem ABTFOTO aqui.

Em relação à sua utilização, foi na página 30 do livro “Start with Mechanics”, por “Joe Jacobs”:

http://www.start-with-mechanics.com/

E-Book

http://www.start-with-mechanics.com/Start_With_Mechanics_setup.exe

Paulo M. F. Pires

Kamov K32 CS-HMO : Uma espécie de homenagem…

 

Já nem me recordo em que ano foi, mas é certo que, durante a minha “infância/adolescência” , passada num quartel de Bombeiros ( passei lá quase todas as tardes, férias, fins de semana dos 5 aos 16 anos ) , a construção da Heli-Pista foi um dos momentos altos e mais marcantes da minha vida.

Sempre fui, e serei, aficionado da aviação, onde a vertente dos meios aéreos de combates aos incêndios foi sempre a que mais me cativou.  Recentemente ( inícios de 2010 ) pude investir numa DSLR e evoluir num outro hobbie de longa data: Fotografia.  Assim, depressa, passei de um mero observador, para um fotografo que “persegue” este tipo de meios aéreos, e sempre que possível, faço registos fotográficos, para de certa forma imortalizar as máquinas e os homens. Uns meses mais tarde, resultante da colaboração com material “Editorial”  com algumas agências, o número de registos deste tipo de aeronaves triplicou.Kamov K32A

Tendo em consideração o que referi acima, nestes 2 últimos anos, tenho efectuado bastantes registos, onde a grande maioria é direcionada a uma aeronave em especial: Kamov K32. Como vivo em Pombal, e em grande parte tenho feito os registos na zona centro, com muita frequência tenho tido “encontros” com as seguintes aeronaves : CS-HMO e CS-HMN. Na brincadeira costumo descrever os mesmo como “Grandes, Fortes e Feios”. Aliás, olhando às aeronaves de fabrico Russo, são termos que se aplicam na totalidade.  Estes modelos são operados pela EMA ( Empresa de Meios Aéreos, S.A. ) . As características técnicas do aparelho podem ser consultadas AQUI.

Em 2010, o registo mais importante, ou pelo menos o 1º onde efetivamente andei alguns km’s à procura de um spot para registo de um Kamov, foi durante um incêndio de grandes dimensões em Penela, com o “SET”  Canon 450D + Canon 55-250 IS, tive a sorte ( ou não ) de os mesmos estarem a fazer scooping ( carregar o balde com água ), numa ETAR ali perto.

Um pequeno à parte sobre esta “excelente” lente de kit, que entretanto já vendi ( com muita pena ), pois tinha um bom desempenho, focagem média e uma excelente qualidade mesmo na abertura máxima ( nas diversas focais ). Vejo muitos “fotógrafos” sempre com a necessidade de trocar as lentes de kit ( por norma a 18-55 IS e a  55-250 IS ), mas na realidade nunca devem ter explorado a capacidade desta lente, que por mim só pecava por falta de USM e uma abertura máxima fixa. Para este tipo de registos chega e sobra, só sendo necessário uma focal maior por questões de segurança.

Kamov K32

Kamov – K32 – CS-HMO ( Penela 2010 )

Voltando ao Kamov.. destaquei estes registos em 2010, porque foi a 1ª vez que estive tão perto de um deles, e pude confirmar que os Russos fazem valer o lema que mencionei acima (“grande, forte e feio”). Quando digo “perto”, era porque conseguia ver a cara do piloto, talvez surpreso por ver alguém em cima de um muro, tão próximo de tal operação. É muito comum ver inúmeros curiosos em cima do acontecimento, mas depressa “fogem” ao enfrentar o vento, barulho de um aeronave deste “calibre”. Agora se para alguns isto é o suficiente para dar uns passos atrás, já eu, que, assisti a inúmeras operações na “pequena e fechada” heli-pista de Figueiró dos Vinhos ( dentro do quartel e mais tarde movida para outra zona da Vila ), onde a primeira aeronave era um Mil Mi-2, acho que o Kamov larga uma ligeira “brisa” nas aproximações ao solo.

Neste dia “cruzei-me a 1ª vez com o Kamov matriculado CS-HMO e fiz alguns registos do mesmo.

Durante 2011, com um ano “negro” para o concelho de Pombal, acompanhei maioritariamente os incêndios de cá, e raramente registei um Kamov, exceção feita a um incêndio de grandes dimensões obrigou à deslocação do CS-HMN.

Em 2012, em dois locais diferentes, cruzei novamente com o CS-HMO, perto do Avelar ( Ansião ) eKamov K32 já munido da Sigma 120-400, reparei que o mesmo iria fazer scooping numa lagoa deveras conhecida. Agora, não sei se foi aquela vontade de estar próximo desta bela maquina, ou se foi puro esquecimento, aproximei-me demasiado perto, e antes de fotografar vi a cara do co-piloto, olhos nos olhos, e quase li o pensamento do mesmo: “O que raio está ali a fazer aquele louco?”

Ora bem, dada a aproximação do mesmo, julguei que ia entrar direto, mas precisou de uma volta adicional para baixar, e com o balde, passou a poucos metros da minha santa cabeça ( deve ter sido menos, mas prefiro pensar que a margem foi enorme. Moral da História, um vento e banho desnecessários , visto ter uma tele-objetiva razoável, e pouca margem para o enquadramento. Mas valeu pelo sensação, pelo cheiro a JET-A1… Até fechei os olhos.

Pouco tempo depois, e com uma certa “ironia macabra”, tive o ultimo encontro com o CS-HMO, em Pombal. Digo-o, porque foi precisamente nesse incêndio que encontrei um amigo de longa data a combater esse incêndio. Tragicamente, umas semanas mais tarde, esse mesmo bombeiro perde a vida a combater um incêndio, Em Figueiró dos Vinhos, e pouco depois o CS-HMO despenhou-se, por causas ainda não apuradas, onde podemos ressalvar o facto mais importante: Os pilotos saíram ilesos, estando nesta altura à frente de uma outra maquina, a fazer aquilo que mais gostam.Kamov K32

Kamov – K32 – CS-HMO ( Pombal 2012 )

Da minha parte, irei sempre acompanhar estes tipo de aeronaves, muito importantes num cenário de incêndios florestais, mesmo que só seja pelo registo de algo que me fascina. Só estando mesmo numa frente de um incêndio para perceber a importância e o excelente trabalho destas aeronaves.

Paulo M. F. Pires

Baja 500 2012 Portalegre e desempenho Canon 7D

Foi um género de prova que nunca tinha assistido ( nem fotografado ), principalmente por causa do pó.  Com as previsões de chuva fraca, resolvi dar uma chance, e tenho que admitir que fiquei fã logobajadeste género de todo-o-terreno.  Com um amigo mais experiente nestas “andanças” , saindo de Coimbra pelas 5 da manha, tentámos visualizar a prova em 4 pontos. No 1º ponto, o troço foi anulado ( nevoeiro ? ) e foi necessário reformularmos os planos, e acabei por não fazer nenhum registo com “passagem nas ribeiras”, com muita pena minha. Ainda em relação aos registos, e por questões de “agenda”, só registei os autos da lista oficial FIA. Agora é certo que, depois desta prova, espero acompanhar com mais frequência estes campeonato, faça chuva ou faço vento.

Em relação ao set utilizado, e dado que chovia quase sempre, tive que abdicar da sigma 120-400. Optei por juntar a 24-105L à 7D e fazer todos os registos com essa configuração. Isto deu-me mais uma razão para a aquisição de uma 70-200 ( f/2.8 ou f/4 )  em breve.

A parte mais positiva do registo desta prova, foi finalmente ter descoberto a razão pela qual todos os registos que tenho feito com a 7D + a 24-105L ficavam sempre com o foco no 2º plano.

Esta é a configuração que tenho usado em desporto motorizado:

Opção F.Pn III -1 ("Sensibilidade" de Busca AI Servo ) eu regulada para -1 ( + lento), e a "F.Pn III -2" ( Prioridade 1ª/2ª img AI Servo ) regulada para Prioridade AF/Prior.busca.

Ora até aqui tudo bem, pois mesmo sem obstáculos as configurações servem para o efeito “pretendido”  ( desporto automóvel ). Agora o que tem corrido "mal", é o facto de eu estar a usar a 7D que tem um “shutter lag muito” menor que a 450D.

Baja 500Ou seja, eu habituado a focar/disparar com a 450D “antes do tempo ( mesmo antes de lá chegar o carro ) tenho feito o mesmo com a 7D. Assim, ao carregar para focar,  foco um motivo no segundo plano, e quando o carro passa pelo "frame", com as configurações acima, a maquina não "descola" do 2º plano. O carro acaba por ser considerado como "obstáculo" a ignorar pelo Ai servo. E quanto menor a focal "pior"…  porque quando uso a sigma 120-400 nas mesmas condições tenho menos “soft focus” no motivo.

Resumindo, tenho que ganhar confiança na performance da 7D e sempre que não tive obstáculos, em curvas rápidas, com focais mais curtas, será mais útil ter a sensibilidade do “Ai Servo” +1/+2, porque com certeza terei mais fotografias 100 % focadas do motivo. a outra solução passará por ser menos “nervoso” no gatilho e focar logo no motivo.

Baja 500

Ainda no capitulo da Canon 7D, portou-se bem com as 4 molhas que apanhou. Chegou a ter o visor molhado, a lente pingava e até troquei de baterias no local. Como também fui “prendado” com lama, só fiquei um pouco mais preocupado, com um pedaço que foi parar ao dial de modos. Digo isto, porque a lama, com algumas “pedrinhas”, ficou muito infiltrada no vedante. Deixei secar ( se mudar de modo ) e limpei com um pincel.

Cuidados após uma utilização mais… “extrerma”:

– Durante a prova, após uma passagem, já dentro do carro, limpava a maior parte da água.

– Depois, já em casa, com a lama já seca, soprei com um bom blower, e passei um pincel para retirar a lama.

– passei um pano húmido nos sítios com lama  e sequei com outro pano seco.

– Deixei a maquina e a lente ( “esticada” ) durante a noite num local sem humidade e só a arrumei no dia seguinte na mochila.

Um ponto menos positivo foi o facto de ter levantado o flash interno da maquina e ter terra lá dentro! ou seja, não entrou água, mas entrou pó… para uma maquina “selada” um flash interno é um calcanhar de Aquiles.

Em relação à prova, foi pena o numero de desistências da lista FIA, e já com o terreno impraticável, os autos mais “fracos” mal conseguiam passar, quanto mais dar um pouco de espetáculo.~

Classificações Finais

 

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Reportagem na ABTFOTO

Imagens disponíveis para venda na galeria “Editorial” na Agências “ShutterStock”

Paulo M . F. Pires