Pocketstock–Alterações de Política…

Primeiro mudou o nome das colecções: “Room” para fotografias tiradas com telemóvel, e “Reef” para as típicas Royalty Free. Isto em fins de Agosto. Nem 2 meses depois altera a politica de uploads, ou seja, só aceita conteúdo exclusivo dos colaboradores novos e já existentes. No email enviado diz que vão manter o conteúdo actual, etc..

Qual o meu espanto que hoje, recebo novo email, a dizer que a minha ( e a dos outros como eu ) conta vai ser encerrada, pois decidiram encerrar de vez o conteúdo não-exclusivo. Enfim, a minha modesta opinião é que esta agência nem ao fim do ano vai chegar.

Por acaso foi uma das 3 ultimas agências que aderi, e até me lembro de receber um email a questionar a razão de ter a conta activa sem uploads, e agora uns meses depois, após o trabalho que tive a enviar centenas de imagens, recebo esta “prenda”…

De qualquer forma, é com esta situações que se aprende, e cada vez mais sou apologista de que não vale a pena alimentar pequenas agências  nem novas ), porque nem dão para pagar o tempo de upload e desaparecem de um momento para o outro…

Compreendo que o negócio de micro stock já tenha tido dias melhores, mas ainda existem agências com que vale a pena trabalhar  e é nessas que nos devemos focar.

Com base neste últimos acontecimentos, alterei a lista de agências com quem trabalho, de forma a dar exposição as que, seja para mim ou para a “média geral”, ainda geram rendimento.

Paulo M. F. Pires

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“Novidades” do Microstock…

Após um período de pausa no que respeita à fotografia e aos bancos de imagens, eis que regresso com uma pequena atualização sobre este mesmo assunto.

Em primeiro lugar comprovei um facto “real” para quem trabalha com bancos de imagens: A necessidade de “alimentar” o monstro regularmente. Digo isto pois, ao ter passado alguns meses sem submeter imagens para as agências a média mensal de vendas baixou “drasticamente”. Exceptuando uma ou outra agência de topo, todas outras apresentaram quebras nas vendas.

Por isso uma das recomendações que sempre fiz e volto a sublinhar: o trabalho com os bancos de imagens deve ser continuo. Isto é, uma vez que tenhamos começado a enviar imagens, devemos manter uma certa regularidade no envio das mesmas. Arrisco mesmo a dizer que os motores de pesquisa das agências são alterados de forma a “passarem” por todos os ficheiros na base de dados e darem maior visibilidade aos ficheiros mais recentes. Dito isto, e excluindo alguns “nichos” de mercado, se o cliente pesquisar uma imagem de uma maça, e existindo milhares delas, serão apresentadas as mais recentes.

Outra conclusão que cheguei há pouco tempo, e de uma grande utilidade para quem se inicia, está relacionada com as “pequenas” agências ( atualizei a minha lista há pouco ). Se numa agência de topo, como a ShutterStock ou a Fotolia vendemos 10 imagens por mês, isso pode significar andar uma ano para vender 1 imagem nas agências mais pequenas. Isto significa, de uma forma muito simples, que não justifica todo o trabalho de preparação e envio de imagens para as mesmas.

Para piorar o cenário das pequenas agências, surgem situações pouco “bonitas” de tempos a tempos. Ainda este ano a AllYouCanStock “encerrou” sem que certezas houvesse de que as nossas imagens fossem eliminadas, vem agora a Pockestock anunciar que só aceita “conteúdo exclusivo”, tanto de novos colaboradores, como dos já existentes. Ou seja, só aceita imagens exclusivas. Sinceramente, e sabendo que existem muito mais colaboradores não exclusivos, logo existe uma maior oferta de conteúdo não exclusivo, como irá esta agência sobreviver com um conteúdo mais reduzido?

Não dou muito mais tempo para que seja mais uma agência a encerrar…

Paulo M. F. Pires

Tear Sheets III– Livro “Start with Mechanics”

É sempre com muito agrado que,  vemos os nossos trabalhos publicados das mais variada formas ( sites, livros, etc ). Não falo exclusivamente pelo dinheiro recebido ( que em alguns casos mal pode dar para pagar o café… mas este tipo de negócio é assim mesmo), mas pelo facto de o nosso trabalho se destacar no meio de milhares de imagens “parecidas”. E isto no mesmo banco de imagens!

Agora, em relação a esta imagem, resolvi dedicar uma especial atenção, porque o cliente “agradeceu”, indicado de forma clara onde a utilizou. Um pequeno aparte… ao vendermos imagens nos bancos de imagens, no formato RF ( Royaltie Free ) nunca temos a informação de quem comprou, e/onde está a ser utilizada. Só á medida que as imagens começam a ter um numero aceitável de vendas é que, podemos “detectar” uma utilização por outra ( infelizmente raramente são indicados os créditos juntos das imagens ).

Sobre a imagem, foi tirada no Rally Sprint Foz do Arelho em 2012, em colaboração com a ABTFOTO. No parque fechado estava um belo clássico, e foi talvez a primeira fotografia que fiz deste género, que tanto tem de “bela”, como de “comercial”. Reportagem ABTFOTO aqui.

Em relação à sua utilização, foi na página 30 do livro “Start with Mechanics”, por “Joe Jacobs”:

http://www.start-with-mechanics.com/

E-Book

http://www.start-with-mechanics.com/Start_With_Mechanics_setup.exe

Paulo M. F. Pires

Baja 500 2012 Portalegre e desempenho Canon 7D

Foi um género de prova que nunca tinha assistido ( nem fotografado ), principalmente por causa do pó.  Com as previsões de chuva fraca, resolvi dar uma chance, e tenho que admitir que fiquei fã logobajadeste género de todo-o-terreno.  Com um amigo mais experiente nestas “andanças” , saindo de Coimbra pelas 5 da manha, tentámos visualizar a prova em 4 pontos. No 1º ponto, o troço foi anulado ( nevoeiro ? ) e foi necessário reformularmos os planos, e acabei por não fazer nenhum registo com “passagem nas ribeiras”, com muita pena minha. Ainda em relação aos registos, e por questões de “agenda”, só registei os autos da lista oficial FIA. Agora é certo que, depois desta prova, espero acompanhar com mais frequência estes campeonato, faça chuva ou faço vento.

Em relação ao set utilizado, e dado que chovia quase sempre, tive que abdicar da sigma 120-400. Optei por juntar a 24-105L à 7D e fazer todos os registos com essa configuração. Isto deu-me mais uma razão para a aquisição de uma 70-200 ( f/2.8 ou f/4 )  em breve.

A parte mais positiva do registo desta prova, foi finalmente ter descoberto a razão pela qual todos os registos que tenho feito com a 7D + a 24-105L ficavam sempre com o foco no 2º plano.

Esta é a configuração que tenho usado em desporto motorizado:

Opção F.Pn III -1 ("Sensibilidade" de Busca AI Servo ) eu regulada para -1 ( + lento), e a "F.Pn III -2" ( Prioridade 1ª/2ª img AI Servo ) regulada para Prioridade AF/Prior.busca.

Ora até aqui tudo bem, pois mesmo sem obstáculos as configurações servem para o efeito “pretendido”  ( desporto automóvel ). Agora o que tem corrido "mal", é o facto de eu estar a usar a 7D que tem um “shutter lag muito” menor que a 450D.

Baja 500Ou seja, eu habituado a focar/disparar com a 450D “antes do tempo ( mesmo antes de lá chegar o carro ) tenho feito o mesmo com a 7D. Assim, ao carregar para focar,  foco um motivo no segundo plano, e quando o carro passa pelo "frame", com as configurações acima, a maquina não "descola" do 2º plano. O carro acaba por ser considerado como "obstáculo" a ignorar pelo Ai servo. E quanto menor a focal "pior"…  porque quando uso a sigma 120-400 nas mesmas condições tenho menos “soft focus” no motivo.

Resumindo, tenho que ganhar confiança na performance da 7D e sempre que não tive obstáculos, em curvas rápidas, com focais mais curtas, será mais útil ter a sensibilidade do “Ai Servo” +1/+2, porque com certeza terei mais fotografias 100 % focadas do motivo. a outra solução passará por ser menos “nervoso” no gatilho e focar logo no motivo.

Baja 500

Ainda no capitulo da Canon 7D, portou-se bem com as 4 molhas que apanhou. Chegou a ter o visor molhado, a lente pingava e até troquei de baterias no local. Como também fui “prendado” com lama, só fiquei um pouco mais preocupado, com um pedaço que foi parar ao dial de modos. Digo isto, porque a lama, com algumas “pedrinhas”, ficou muito infiltrada no vedante. Deixei secar ( se mudar de modo ) e limpei com um pincel.

Cuidados após uma utilização mais… “extrerma”:

– Durante a prova, após uma passagem, já dentro do carro, limpava a maior parte da água.

– Depois, já em casa, com a lama já seca, soprei com um bom blower, e passei um pincel para retirar a lama.

– passei um pano húmido nos sítios com lama  e sequei com outro pano seco.

– Deixei a maquina e a lente ( “esticada” ) durante a noite num local sem humidade e só a arrumei no dia seguinte na mochila.

Um ponto menos positivo foi o facto de ter levantado o flash interno da maquina e ter terra lá dentro! ou seja, não entrou água, mas entrou pó… para uma maquina “selada” um flash interno é um calcanhar de Aquiles.

Em relação à prova, foi pena o numero de desistências da lista FIA, e já com o terreno impraticável, os autos mais “fracos” mal conseguiam passar, quanto mais dar um pouco de espetáculo.~

Classificações Finais

 

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Reportagem na ABTFOTO

Imagens disponíveis para venda na galeria “Editorial” na Agências “ShutterStock”

Paulo M . F. Pires