Publicação na revista francesa “Retro-Course”

Em virtude da colaboração com a ABTFOTO no Rally de Inverno 2013, organizado pelo NDML ( Núcleo Desportos Motorizados de Leiria ), é com agrado que vejo 4 das minhas fotografias publicadas na imprensa francesa, mais propriamente na Retro-Course:

Fors Escort MKII & BMW 1600

RetroCourse1

BMW 320 & Opel Ascona

RetroCourse2

Fonte:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=486734534720906&set=a.486734444720915.1073741826.109527865774910&type=1&theater

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=486734568054236&set=a.486734444720915.1073741826.109527865774910&type=1&permPage=1

Paulo M. F. Pires

Rally de Inverno 2013… Mais uma vez!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novamente no mesmo local, a colaborar com a ABTFOTO, onde as grandes diferenças foram:

-  Registei a 1ª passagem na Rampa de Figueiró dos Vinhos ( invés da 2ª )

– Canon 7D vs 450D.

-  Resolvi dar uma oportunidade à Sigma 120-400…  

Em relação ao primeiro ponto, e dado que se trata de uma “prova de regularidade”, os pilotos arriscam mais, em busca do melhor tempo, enquanto que na 2ª passagem estão limitados pelos tempos feita aquando da 1ª passagem. Isso por si só proporciona um melhor espetáculo e uma maior probabilidade de “melhores” registos. Outro beneficio é a hora a que passam os concorrentes. O ano passado fiquei na 2ª passagem e quando dei por ela era noite, e, além do frio de morrer, os registos foram no mínimo miseráveis. Aliás ainda falta encontrar a fórmula ideal para fotografar à noite, algo em que já ando a trabalhar.

Em relação à Canon 7D, portou-se lindamente, ainda mais com a crescente experiência que vou tendo com a mesma. Outro fator importante é estar a utilizar a sensibilidade AI SERVO de forma correta! Digo-o porque nas primeiras provas usava uma configuração mais lenta e focava antes de tempo e depois ficava admirado porque tinha o fundo focado e não o carro…  Ainda no capitulo da 7D… o Auto-ISO. E aqui faço um pequeno aparte: Quando comecei a usar DSLR’s era fanático dos modos manuais em tudo… queria ter controle de tudo e mais alguma coisa, e achava que em todo o tipo de fotografia teria tempo para controlar todas as variáveis. Não podia estar mais errado! À medida que vou registando eventos de desportos motorizados, mais sou apologista que um automatismo por outro, se existe.. deve ser usado! Em condições de luz variável, o auto-ISO liberta-me o trabalho de estar abaixo do valores ideais de exposição.

Em relação à Sigma, com monopé ( os seus quase 2 kg cansam qualquer um ), portou-se lindamente no capitulo da focagem ( poucas vezes falhou a focagem ), e apenas tenho apontar a suavidade “excessiva” na abertura máxima ( f/5.6 ), a 400mm e a partir dos 30~40 metros. Vai dando para o trabalho, mas cada vez mais equaciono uma 70-200 2.8 para este tipo de fotografia, e um TC 2x para “substituir” a sigma nestas focais. Mas enquanto tal não acontece, a sigma vai dando conta do recado.

Agora a decepção do foi mesmo com a Sandisk. Faltava pouco menos que 10 concorrentes e até foi a minha filha que me chamou a atenção que a luz de leitura/escrita da 7D não parava…. Mesmo depois da prova tive que deixar a maquina ligada uns minutos até que parou. Já no PC, ia tendo um ataque quando o cartão, apesar de listar o conteúdo, não copiava. Não sei, mas lá à terceira tentativa copiei todo o conteúdo ( o que foi deveras stressante pois tinha timings a cumprir, e acabei por formatar o cartão. O cartão é rápido na maquina, mas já é a segunda vez que lhe dá um ataque de lentidão na leitura. Começo a perder a confiança na Sandisk…

Reportagem Completa na ABTFOTO

Paulo M. F. Pires

Baja 500 2012 Portalegre e desempenho Canon 7D

Foi um género de prova que nunca tinha assistido ( nem fotografado ), principalmente por causa do pó.  Com as previsões de chuva fraca, resolvi dar uma chance, e tenho que admitir que fiquei fã logobajadeste género de todo-o-terreno.  Com um amigo mais experiente nestas “andanças” , saindo de Coimbra pelas 5 da manha, tentámos visualizar a prova em 4 pontos. No 1º ponto, o troço foi anulado ( nevoeiro ? ) e foi necessário reformularmos os planos, e acabei por não fazer nenhum registo com “passagem nas ribeiras”, com muita pena minha. Ainda em relação aos registos, e por questões de “agenda”, só registei os autos da lista oficial FIA. Agora é certo que, depois desta prova, espero acompanhar com mais frequência estes campeonato, faça chuva ou faço vento.

Em relação ao set utilizado, e dado que chovia quase sempre, tive que abdicar da sigma 120-400. Optei por juntar a 24-105L à 7D e fazer todos os registos com essa configuração. Isto deu-me mais uma razão para a aquisição de uma 70-200 ( f/2.8 ou f/4 )  em breve.

A parte mais positiva do registo desta prova, foi finalmente ter descoberto a razão pela qual todos os registos que tenho feito com a 7D + a 24-105L ficavam sempre com o foco no 2º plano.

Esta é a configuração que tenho usado em desporto motorizado:

Opção F.Pn III -1 ("Sensibilidade" de Busca AI Servo ) eu regulada para -1 ( + lento), e a "F.Pn III -2" ( Prioridade 1ª/2ª img AI Servo ) regulada para Prioridade AF/Prior.busca.

Ora até aqui tudo bem, pois mesmo sem obstáculos as configurações servem para o efeito “pretendido”  ( desporto automóvel ). Agora o que tem corrido "mal", é o facto de eu estar a usar a 7D que tem um “shutter lag muito” menor que a 450D.

Baja 500Ou seja, eu habituado a focar/disparar com a 450D “antes do tempo ( mesmo antes de lá chegar o carro ) tenho feito o mesmo com a 7D. Assim, ao carregar para focar,  foco um motivo no segundo plano, e quando o carro passa pelo "frame", com as configurações acima, a maquina não "descola" do 2º plano. O carro acaba por ser considerado como "obstáculo" a ignorar pelo Ai servo. E quanto menor a focal "pior"…  porque quando uso a sigma 120-400 nas mesmas condições tenho menos “soft focus” no motivo.

Resumindo, tenho que ganhar confiança na performance da 7D e sempre que não tive obstáculos, em curvas rápidas, com focais mais curtas, será mais útil ter a sensibilidade do “Ai Servo” +1/+2, porque com certeza terei mais fotografias 100 % focadas do motivo. a outra solução passará por ser menos “nervoso” no gatilho e focar logo no motivo.

Baja 500

Ainda no capitulo da Canon 7D, portou-se bem com as 4 molhas que apanhou. Chegou a ter o visor molhado, a lente pingava e até troquei de baterias no local. Como também fui “prendado” com lama, só fiquei um pouco mais preocupado, com um pedaço que foi parar ao dial de modos. Digo isto, porque a lama, com algumas “pedrinhas”, ficou muito infiltrada no vedante. Deixei secar ( se mudar de modo ) e limpei com um pincel.

Cuidados após uma utilização mais… “extrerma”:

– Durante a prova, após uma passagem, já dentro do carro, limpava a maior parte da água.

– Depois, já em casa, com a lama já seca, soprei com um bom blower, e passei um pincel para retirar a lama.

– passei um pano húmido nos sítios com lama  e sequei com outro pano seco.

– Deixei a maquina e a lente ( “esticada” ) durante a noite num local sem humidade e só a arrumei no dia seguinte na mochila.

Um ponto menos positivo foi o facto de ter levantado o flash interno da maquina e ter terra lá dentro! ou seja, não entrou água, mas entrou pó… para uma maquina “selada” um flash interno é um calcanhar de Aquiles.

Em relação à prova, foi pena o numero de desistências da lista FIA, e já com o terreno impraticável, os autos mais “fracos” mal conseguiam passar, quanto mais dar um pouco de espetáculo.~

Classificações Finais

 

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Reportagem na ABTFOTO

Imagens disponíveis para venda na galeria “Editorial” na Agências “ShutterStock”

Paulo M . F. Pires