Mostphotos.com

Uma nova oportunidade para uma agência menos conhecida. A principal diferença entre esta e as demais, é o facto de, as fotografias serem colocadas à venda sem qualquer tipo de revisão, deixando a responsabilidade das regras de conteúdo ao colaborador. Não deixa de ser uma grande vantagem, mas ao mesmo tempo pode levantar questões legais relacionadas com marcas registadas, autorizações de modelo e propriedade. A minha sugestão é que se deve ter em conta as regras existentes nas outras agências, e ter em linha de conta ao enviar para a mostphotos.com

Assim, é uma grande oportunidade para venda de imagens, que facilmente seriam recusadas, por agências de “top”, por "baixo valor comercial", entre outras.

Possui uma função de "Imagem a Pedido", onde os clientes podem requisitar um trabalho específico e nós enviarmos para “concurso” fotografias relacionadas com o mesmo pedido. Esta funcionalidade dá uma oportunidade extra para exposição do nosso portfólio e pode gerar mais vendas a curto prazo.

Interface de utilizador agradável e de fácil utilização, com uma página de perfil bastante completa, que serve de apresentação aos clientes. Envio de Ficheiros fácil e muito rápido.

Comissão: 50%

Referências: 10% sobre os ganhos de um fotógrafo referido (por imagem vendida), e 5% sobre cada imagem comprada por um cliente referido.

Ver o meu perfil

Paulo M.F. Pires

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Portfolio

Flor

Mesmo com pouco tempo disponível, adicionei uma nova página com algumas das minhas fotografias, de diversas categorias, para divulgar parte do trabalho em fotografia:

Portfolio

É uma página que ainda precisa de algumas melhorias, mas terá de servir até eu me decidir definitivamente por um site próprio, mantendo na mesma o blog.

De qualquer forma, abaixo deixo o link da minha galeria no Flickr, que atualizo com mais regularidade todo o tipo de trabalhos:

Galeria no Flickr

Da mesma forma, e com a recente colaboração com a ABTFOTO, segue o link das reportagens já efectuadas para essa agência:

Eventos na ABTFOTO

Sinta-se livre para comentar, partilhar e/ou dar feedback.

Muito Obrigado!

Paulo Pires

Agências “Micro Stock” – Conceitos e como Começar

 

A) Conceito de Microstock

Modelo de Negócio de venda de imagens em agências “online” (fotografias, gráficos … ),  por preços muito baixos, com o ideal de que, quanto mais baratas forem, mais clientes as podem comprar. O sistema de licenciamento mais utilizado é RF ( Royaltie Free , com opcionais ), sendo que ,algumas agências, já permitem RM ( Rights Managed ).

Desta forma, “designers” amadores e semiprofissionais podem comprar imagens por preços muito mais acessíveis do que aqueles praticados pelo método tradicional. É neste ponto que existe uma espécie de “ódio” por parte dos “profissionais”, pois este modelo de negócio permite obter imagens de grande resolução que no passado só seriam possíveis contratando um fotógrafo profissional. A medida que eu for desenvolvendo este e outros tópicos, vão perceber que o crescimento da venda de imagens por baixos preços não prejudica o negócio tradicional. Aliás existem diversos fotógrafos que vendem pelo método tradicional e estão presentes no mercado de Micro Stock. Há anos que os profissionais dizem que enfrentam uma concorrência em “quantidade” com imagens de má qualidade, mas estranhamente os melhores vendedores de Microstock estão equipados com 5DMark2’s e muitos com médio formato… Não me parece ser o “típico fotógrafo de férias”.

Pros:

– Uma forma de amadores e semiprofissionais entrarem no ramo de venda de fotografias, e servir de base para se profissionalizarem.
– Uma maneira de melhorar técnicas e obter um nível de aprendizagem com retorno de investimento.
– Mercado mais abrangente para os clientes.

Contras:

– Redução nos ganhos para fotógrafos que trabalhem com o modelo tradicional e Microstock.
– Cada vez existe mais concorrência, seja em número de fotógrafos, seja em qualidade.

B) Agências de Microstock

Acabam por se nada mais, nada menos que “bancos de imagens”, onde de um lado, temos os fotógrafos que fornecem as imagens, e do outro, clientes que procuram imagens para os seus projetos. As imagens são disponibilizadas ao cliente em diversos tamanhos (com um preço correspondente). Os fotógrafos ganham uma percentagem sobre o valor da venda de cada imagem ao cliente, valor esse que pode aumentar se atingirmos determinados objectivos (número de vendas, valor global das vendas). Estes objectivos variam de agência para agência.

Até aqui parece simples, mas duas questões destacam-se desde já:

Quanto é que eu posso ganhar? Que tipo de utilização o cliente poderá dar à imagem?

Ganhos

Em termos de preços, são quase sempre estruturados da mesma maneira. Um tamanho menor ( Web ) por 1 Euro/Dólar/Crédito e aumenta à medida dos tamanhos disponibilizados acima deste.  Se o cliente adquirir uma imagem com o tamanho mínimo, paga 1 Euro, se a nossa comissão for de 25% ganhamos 25 cêntimos. Mais, se o cliente comprar uma subscrição ( X downloads em X dias ), a mesma imagem pode ser adquirida pelo tamanho maior,  por valores tão baixos como 20 cêntimos . O fotógrafo não vai receber 25% de 0,20 cêntimos! O cálculo é feito de outra forma, pois um cliente com subscrição normalmente leva o tamanho maior, e tem um período para “gastar” a subscrição! Assim, quanto menos downloads o cliente fizer, mais podemos ganhar de percentagem a sobre o valor dela no tamanho maior.

Para simplificar a matemática, por norma ganhamos menos a vender o tamanho “menor” sem subscrição, do que ganhamos com uma imagem vendida por subscrição.
É neste ponto que vejo mais “revolta” e “reclamações”: “O quê? Vender uma fotografia por 25 cêntimos? Mais vale estar quieto!” – Errado. Devem ter em consideração:

– A mesma imagem pode ser vendida várias vezes, a vários clientes, vezes sem conta ( ver questões licenciamento mais à frente ).
– Nem todas as imagens são vendidas por subscrição, e um tamanho largo ou extra-largo facilmente é vendido por 10 ou 20 Euros
– O cliente “paga” uma utilização limitada. Pode usar a imagem sempre, mas tem limites no número de matérias impressos, revenda e partilha da mesma. Para esse efeito existem “extensões de licença” ( EL’S ), onde o cliente paga um valor mais alto para “ultrapassar” esses limites.

Existe o exemplo de uma imagem típica de outono, em que o fotógrafo já a vendeu 20.000 vezes, com preços desde os tais 25 cêntimos, até algumas centenas de euros com licenças estendidas. Façam as contas.

C) Licenças de Venda

1) RF – Royaltie Free : Tipo de licença onde o cliente paga um valor “pré-definido” para utilizar uma imagem “para sempre”, em que meio desejar, sem ter que especificar essa mesma utilização. Os “limites” estão relacionados com o número de cópias impressas, transmissão ou revenda da imagem a outra entidade.

Dentro da Licença RF, a sua utilização divide-se da seguinte forma:

Licença Standard: Para utilização em anúncios, websites, e objetos impressos para utilização própria. Limite de cópias varia com as agências (tal como os preços)

Licença Estendida: Permite ultrapassar o número de cópias permitida pela Standard, utilização por entidades associadas à que comprou originalmente, e objetos impressos para revenda.

Editorial: Para utilização exclusiva por agências de notícias, jornais. O ponto mais importante deste tipo de licença é que não é necessário “Modelo de Autorização para modelos e Propriedades”, exigido para as outras utilizações. Mais tarde explico estes modelos. Não podem ser utilizadas para fins comerciais.

Multi-Utilizador : Vários utilizadores podem fazer download com a mesma licença.

2) RM – Rights Managed : O cliente paga um valor calculado sobre o tipo de utilização, a que fim se destina, etc. De realçar que este tipo de licença é mais comum nas agências de “Macro-Stock” e modelo tradicional ( não-Microstock)

Notas:

– Posso ter a mesma imagem como RF em várias agências. (desde que eu ou a imagem não sejam “exclusivos” em uma agência.
– Posso ter a mesma imagem para utilização Standard e Editorial em diferentes agências. O cliente é que deve respeitar a sua utilização.
– Não posso (apesar de ser tecnicamente possível) ter a mesma imagem como RF e RM em diferentes agências. Quem compra RM acaba por pagar a “exclusividade” durante a sua utilização (tempo, modo e quantidade ), e a agência garante que , caso outro cliente adquira a mesma imagem, não entre em conflito com o cliente anterior.

A título de exemplo: Já aconteceu um banco pagar muito dinheiro por uma imagem RM, para uma campanha, e depois o seu concorrente adquiriu a mesma imagem por RF em outra agência. O banco que pagou RM meteu em tribunal a agência e o fotografo ficou com pouco crédito nessa agência.

Por esta mesma razão uma imagem que já se vendeu muitas vezes como RF não deve ser comercializada em RM, porque não podemos garantir a exclusividade que o cliente paga.

Uma licença RM gera muito “lucro” com uma só venda, mas nem todos os dias se vende uma. De uma forma simples, uma imagem RF a ser vendida várias vezes pode gerar mais lucro que uma única venda RM.

D) Agências – Exclusividade

 
Antes de qualquer passo adicional a que ter em atenção, no momento do registo, que todas as agências permitem sermos “colaboradores exclusivos”. Isto significa que só podemos vender imagens nessa agência. Outras permitem que a exclusividade se refira apenas às imagens. Assim posso trabalhar com várias agências, mas uma imagem exclusiva só pode estar disponível na agência que tem a exclusividade.

O que ganho em ser exclusivo?

Mais comissão e prioridade nas pesquisas, entre outros benefícios. O problema é que quase todas as agências têm alterado as regras, e nos dias de hoje, começa a não compensar estar preso a uma única agência.

Outro factor importante, mais ainda para quem se inicia é que, imagens que uma agência não aceite, podem facilmente ser aceite por outras agências, e gerarem bom lucro.

E) Registo nas Agências

Cada agência tem as suas regras para admissão, e como mais tarde espero abrir um tópico sobre cada agência, vou sumarizar algumas das regras mais comuns:

– Registo gratuito. Ter em atenção o nome de utilizador, porque algumas delas utilizam o mesmo para os créditos do autor, e no meu caso foi muito mau ver uma foto com direitos reservados de “CoisaX” (…). Dá para alterar posteriormente, mas as que já foram vendidas assim ficam, tal como as agências que fazem parcerias não atualizam o nome.
– Algumas permitem o envio imediato de fotografias para revisão e caso sejam aceites, serão colocadas à venda. Outras exigem o envio de X fotografias e caso chumbem as mesmas, é necessária nova avaliação. Esse novo envio só pode ser efectuado quando a agência determinar.
– Envio de documentação: Para efeitos de pagamento, as agências utilizam Paypal ( e sites do género ), Cheque, e TB. O ideal é ser por Paypal (mais rápido e sem problemas) , mas em qualquer um dos casos as agências exigem um documento de identificação do fotografo ( tenho enviado o Cartão de Cidadão e tem sido aceite ).
– Formulário de Impostos (Para não residentes nos EUA): Para não nos cobrarem impostos nos EUA, temos que preencher o modelo W-8BEN e submeter para pagar pouco ou nada de impostos nos EUA. Em tópico oportuno explico como se preenche.

Nota: Isto não iliba o pagamento de impostos em Portugal.  Mediantes os valores recebidos “podermos” ter que declarar este rendimento (caso a estudar).

F) Diretrizes Gerais das Imagens em Micro Stock

Após registo na agência, e documentação devidamente tratada, temos que ter em atenção, não só a parte técnica, como a parte “comercial” de cada foto que colocamos para avaliação. Isto porque cada agência, com ou sem teste de admissão, avalia cada foto que enviamos, e só serão colocadas à venda as que passarem esse processo de revisão.  A maioria das agências define um rating (%) de aceitação, que limita o posterior envio de novas imagens. É possível o reenvio de algumas das fotos recusadas, com as devidas alterações, mas caso insistamos em enviar as mesmas imagens sem alterações, as contas poderão ser suspensas.

1) Parte Técnica

– JPG/TIFF com um mínimo de X megapixéis, com um tamanho X máximo de ficheiro. ( X varia de agência para agência ). Normalmente ronda os 3/4 mpx mínimo. Assim nós temos que enviar com um mínimo de 3 mpx e máximo de mpx apenas pode ser limitado pelo tamanho do ficheiro. Quanto maior a resolução, maior o preço de venda no tamanho “Extra-Largo” e “Full-size”.
Por experiência própria, decidi estabelecer 8mpx como tamanho a enviar, pois ultrapassa bem o mínimo de todas as agências e dá-me margem para crop/resize para o corpo que tenho atualmente (12mpx). O ficheiro deve ser tratado e enviado no tamanho máximo. A agência faz o resize para os outros tamanhos “abaixo” ( e em alguns casos acima )
– Qualidade máxima.
– Ausência de Artefactos de compressão, ruído, aberrações cromáticas.
– Exposição correta, evitar luzes altas “estoiradas” ou sombras sem detalhes.
– Balanço de Brancos correto
– Composição: regras dos terços, horizontes “direitos”.
– Focada. Uma nota particular é que as agências são adeptas de “tudo focado”.  A muito custo aceitam fotos com DOF curto.
– Ausência de Marcas e Logótipos Registados. Sempre que existir uma ou mais pessoas que possam ser reconhecidas, nem que seja pela ponta de uma unha, é necessário preencher a autorização de modelo ( Model Release ). Atualmente muitas agências exigem essa mesma autorização para “silhuetas” ou pessoas mascaradas. Caso exista um interior/exterior de uma propriedade particular é necessário uma autorização de propriedade ( Property Release ).

As agências disponibilizam este modelos que devem ser preenchidos e enviados com as fotografias sempre que necessário.

Editorial não necessita de tais modelos, mas dado que tem sido comum recorrer ao “Editorial” para vender umas fotos sem as devidas autorizações, algumas agências estão a recusar Editorial com marcas registadas.

Existem outras regras que nem são passíveis de autorização, que até descobri uma por acidente, que estava relacionada com a cruz vermelha (tinha uma ambulância com a mesma ). Por lei não posso vender em condição algumas imagens com a cruz vermelha. 

Alguns monumentos e obras de arte também estão protegidos, mas as agências informam-nos devidamente. Em relação ainda a marcas, pessoas, etc, nada nos impede de remover os mesmos da imagem.

2) Parte Comercial

Aqui vou realçar os pontos mais importantes, mas acreditem que tem assunto para muita discussão, derivado do critério de revisão de cada agência. Por isso digo que o ideal é sempre trabalhar com mais de uma agência.

– Valores Comercial – Neste ponto existem duas considerações a ter: A) ter um conceito bem definido. B) Número de imagens já no banco de imagens com o mesmo conceito.
– Pensar como os designers – Existem determinados tipos de fotografia, que para terem algum sucesso, devemos ajustar a composição para servir as necessidades dos potenciais clientes. Por exemplo, uma paisagem “limpa” de detritos, arbustos, permite que a imagem tanto venda como uma simples paisagem, como pode ser usada como background de uma montagem.

Nesta área, o tipo muito comum de fotografias é pessoas a trabalhar, pessoas a fazer qualquer coisa, em fundos isolados. Deveras útil para publicidade. Agora devemos ter em conta que as agências de topo têm qualquer coisa como mais de 30.000 colaboradores, com milhões de imagens, o que leva `saturação de determinado tipo de fotografia. Ou procuramos um nicho de mercado e colocamos conceitos escassos na agência e rapidamente obtemos rendimento. Por outro lado podemos ir na vaga, mas temos que ter muitas mais imagens e muito melhores para que possam fazer frente a fotografias que têm milhares de downloads, com uma exposição muito maior.

Em jeito de resumo, devemos ver que imagens produzimos com mais facilidade, e consultar, antes de enviar, quantas imagens já existem na agência. Algumas agências fazem uma lista de necessidades, tal como tem uma lista de fotografias que já nem querem ver “pintadas”.  Por fim, há agências que funcionam na base do “venha tudo”, mas facilmente percebemos que as vendas serão escassas por falta de interesse dos clientes.

Este tema terá certamente um tópico mais abrangente, mas o importante é reter que não posso enviar qualquer fotografia, pois das duas uma: ou a recusam ou não se vende.

G) Envio de Imagens para as agências

Quase todas as agências usam o mesmo processo para submissão de fotografias:

– Upload por Web browser ou FTP
– Definição de um título, descrição e palavras-chave ( Keywords ) .
– Definição de categorias (em quase todas )

Neste ponto vou dar mais importância às Keywords pois são elas que ditam o sucesso da nossa imagem , durante a pesquisa do cliente. Se tenho uma fotografia de um copo em cima de uma mesa, tenho que definir Keywords para os motivos, conceito e “utilidade”:

Copo, mesa, cozinha, vazio, objecto…

Não adianta ( e é punível em algumas agências ) fazer spam com Keywords não relacionadas com a fotografia. Voltando ao exemplo de cima. Eu sei que “flor” é talvez uma das Keywords mais pesquisadas e armado em espero faço o seguinte:

Copo, mesa, cozinha, vazio, objecto, flor,…

Resultado:

– O cliente escreve “copo” e “mesa”, e os motores de pesquisam as imagens com essas keywords e dão prioridade às mesmas. Como meti “flor”, a minha imagem passa para trás de uma que tenha as mesmas keywords que a minha , exceptuando “flor”.
– O cliente pretende fotografias de uma flor, e no meio da pesquisa aparece um copo em cima de uma mesa (??). O cliente queixa-se a agência e nós levamos nas orelhas. Cliente considera-nos pouco profissionais.

Claro podemos ser “raposas” e ajustar às nossa necessidades. Eu tenho uma imagem que vende muito bem, e algumas agências fornecem que keywords levaram à compra da dessa mesma imagem. Era uma estrada. Mas eu tenho tantas estradas e nenhuma se vendia… ora nada como colocar “estrategicamente” essa keyword em todas as minhas estradas e já começaram a sair mais algumas… mesmo aquelas estradas rurais no meio de nenhures.

Em relação às keywords, upload e submissão de imagens, existem sites e aplicações para facilitar o trabalho. Serão discutidas oportunamente em tópico apropriado.

H) Listas de Agências

Em https://pmfpires.wordpress.com/micro-stock-photography/

Estão as agências ordenadas por “Importância/Tráfego/Potencial para o meu Portfolio” onde apenas recomendo, neste momento, pela seguinte ordem:

ShutterStock, Dreamstime, IstockPhoto, 123RF, Fotolia

Não é que as outras não tenham potencial, mas nestas os resultados começam “mais cedo”, com um portfólio menor.

Para evitar “discussões” sobre os links estarem “referidos” no blog, não se preocupem que nada vos é retirado e os ganhos serão relativos aos que produzirem ( clientes ou fotógrafos ) tal como levo por tabela pelo o não cumprimento dos afiliados.

I) Programa de Parcerias ( Partner Program )

No momento do registo nas agências, pode ser pedido a aceitação ou não de participar no programa de parceiros. Um parceiro é uma agência mais pequena que recebe “parte” do banco de imagens da agência principal ( normalmente estão limitados a um tamanho máximo e determinados conteúdos ) . A venda é feita por preços inferiores, o que significa que a comissão é inferior também. Os melhores vendedores “abominam” estas parcerias, porque atingiram níveis altos de comissão, e não querem vender para parceiros por um valor inferior (ainda mais que essas vendas não contam como objectivos). Para piorar a situação, já houve 2 casos de agências que terminam as parcerias porque as agências pequenas não reportaram “todas as vendas”.

Pessoalmente, e para quem se inicia, é uma maneira de obter mais venda e maior exposição de portfólio. Dou-vos o meu exemplo prático na Istockphoto:

Raramente ganho menos de 1,50 € em cada foto. Se a venda for por parceria ganho… 28 cêntimos!! Deveria já cancelar o programa de parceria, mas bem vistas as coisas:

– Trabalho com outras agências onde recebo 25 cêntimos por imagem.
– A nível de downloads temos acesso a um gráfico que mostra os ganhos totais divididos pela agência e parceiros. O mês passado consegui 9 € na Istockphoto (anda ás moscas aquilo) e mais de 45 € nas parcerias!

Em relação aos problemas, tive um com a ShutterStock ( que nem tinha reparado ) onde as vendas não foram devidamente reparadas, mas recebi um email a comunicar o problema e recebi o valor em falta referente a 15 dias em que a API ( aplicação que gere a parceria ) deu erro com a minha conta.

Assim, para quem trabalha com mais que uma agência, dizer que não quer parceria porque vende mais barato, é porque não repara a que preço anda a vender. Problemas acontecem, mas mais tarde ou mais cedo são corrigidos e não ficamos sem receber.
J) Quem compra as imagens. Controlo sobre as mesmas.
Infelizmente este é o problema ainda por resolver deste negócio. Jamais vamos saber quem foi o cliente. No caso das licenças RM existe um controlo maior por parte da agência.
Existem formas de procurar imagens ( mais um tópico ) e reportar a utilização indevida, mas os clientes nem sempre mantém os créditos ( não são obrigados ) e a dada altura temos as imagens espalhadas pela Web e nada nos garante que a imagem de um site tenha sido paga ou não.
É má política abordar entidades com um email do tipo: ”Olhe você pagou?” Pois é um cliente que pode ter mesmo pago, e até poderia comprar mais imagens nossas mas não gostou da atitude.
Normalmente só reporto as que encontro com a marca de água de uma agência ( sim existe entidades que se dão ao luxo de usar imagens com marca de água das agências !).
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Paulo M.F. Pires